A preparação do Brasil para receber os estrangeiros

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Na última semana precisei fazer uma viagem de negócios a João Pessoa, Paraíba. Durante as escalas da viagem, deparei-me com a movimentação de pessoas que se deslocavam para os jogos olímpicos. Naturalmente, fiquei mais atento, tentando analisar como empresas brasileiras buscaram se preparar para recepcionar os turistas brasileiros e estrangeiros. Não quero entrar no mérito, se sou ou não favorável aos jogos olímpicos no Brasil, mas no que presenciei em termos de melhorias em infraestrutura e serviços durante esta viagem.

Pilotos e comissários de bordo melhoraram seu inglês

Ao fazer 3 escalas para chegar a João Pessoa e 2 escalas no retorno, percebi que todas as comunicações durante os voos eram traduzidas em 3 idiomas – português, inglês e espanhol. O que era nítido, no entanto, é que tanto as falas dos pilotos quanto a dos comissários, não eram com base em textos decorados, como muitas vezes presenciei em viagens anteriores. Percebi que a tripulação realmente estava preocupada em falar de forma clara e correta os textos nos idiomas estrangeiros, o que mostra pelo menos, um comprometimento das companhias aéreas em receber bem os turistas.

Melhorias de infraestrutura nos aeroportos

Em termos de infraestrutura, muito se fala que os investimentos não foram feitos e que nossos aeroportos continuam sucateados. Não foi o que presenciei na ida, tanto em Congonhas como no aeroporto de Brasília, e na volta, em Guarulhos e Porto Alegre. Brasília, principalmente, é um aeroporto moderno, confortável, limpo, com ótimo sistema de telões com informações de voo e um sistema de áudio de ótima qualidade. Não perde para aeroportos em muitos países desenvolvidos. Outro aspecto que me impactou positivamente foi a qualidade e velocidade de internet gratuita em todos aeroportos.

O brasileiro é o maior ativo do Brasil

Sem dúvida alguma, o aspecto mais interessante que presenciei durante a viagem foi que, apesar de muitos brasileiros não falarem inglês, muitas de nossas limitações são supridas pela boa vontade, amabilidade e prontidão de ajudar que nós brasileiros temos. Estava comendo uma pizza no aeroporto de Brasília e vi uma família de ingleses, marido, esposa e dois filhos. Eles estavam tendo dificuldade em pedir uma pizza, coca-cola e cerveja no guichê de um restaurante. A atendente, apesar de não falar inglês, muito atenciosa e através de mímicas, tentava ajudar. Logo em seguida, duas pessoas, percebendo a dificuldade, rapidamente se prontificaram a fazer o papel de interprete ajudando o inglês a fazer o pedido. Foi nítida a sua surpresa positiva ao ser ajudado de forma espontânea pelos brasileiros.

O maior legado olímpico do Brasil para o mundo

A maior conclusão que obtive nesta viagem, no que diz respeito ao tão falado legado olímpico do Brasil para o mundo, é que apesar de todas as dificuldades, temos em nosso DNA um carisma e um senso de ajuda ao próximo que poucos países têm. Talvez, esteja aí a grande fonte de mudança em nosso país, se buscarmos este espírito de ajuda e união, não somente nas olimpíadas, mas sim para cobrarmos mudanças em nosso país, para trabalharmos nas melhorias que tanto nos queixamos, para pensarmos mais no coletivo no dia a dia e não só nos grandes eventos.

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Mitos e Verdades: “Não posso importar pois não tenho demanda para preencher um container inteiro”

O Comércio Exterior é uma área ampla e com muitas particularidades que nem todo o profissional atuante neste segmento tem expertise para lidar. Por isso, muitos são os casos de insucesso contados sobre importação e exportações. Com o intuito de esclarecer as dúvidas mais comuns dos empresários e empreendedores, preparamos uma série especial: “Mitos e Verdades sobre Comércio Exterior”. Confira o primeiro:

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MITO!

Quando se contrata o transporte marítimo para uma importação, é o importador quem decide como utilizar o container. O ideal é que o container venha com o volume máximo preenchido para que os custos fixos de importação (contratação do transporte, despachante aduaneiro, taxas alfandegárias, etc.) sejam rateados por uma maior quantidade de produto e, consequentemente,  o valor unitário da mercadoria nacionalizada seja reduzido. Mas se o volume desejado não atingir a capacidade total do container, o importador pode trazer qualquer quantidade, tendo sempre em vista o custo final unitário do produto. Afinal, a compra internacional pode ser vantajosa mesmo com a importação de pequena quantidade.

Container Consolidado

Uma alternativa que traz maior economia é o que chamamos de consolidação, ou seja, o agrupamento de várias cargas de diferentes fornecedores e/ou importadores num único container com o mesmo destino. Na prática, significa dividir o espaço do container com outros importadores. Os custos certamente serão reduzidos e o que se deve ficar muito atento nesta situação é com o tipo de carga que virá junto com a sua e com o prazo de entrega dos fornecedores para que a sua mercadoria não atrase por problemas com outras cargas.

Via aérea

Outra opção interessante é a importação via aérea. Caso o produto tenha alto valor agregado e não seja muito pesado, o transporte aéreo pode compensar. Além do fato de poder trazer pequenas quantidades, pelo modo aéreo sua carga chegará muito mais rápido.

Experiência

Seja qual for a opção escolhida, o primordial é ter ao seu lado um bom profissional de comércio exterior que possa calcular corretamente os custos de cada modal e auxilie na melhor decisão. A UNQ Import Export tem know-how e experiência para ajudá-lo em todas as etapas dos negócios internacionais. Entre em contato conosco!

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Os Portos de Santa Catarina

Toda análise de qualidade parte de um parâmetro. Tudo que é bom tem o ruim para ser embasado. E em termos globais, com o grau de concorrência intenso e uma demanda ainda insegura, é preciso dos detalhes tirar as vantagens competitivas. Na questão logística não é diferente. O empresário brasileiro sofre com as dificuldades encontradas e com a falta de expectativa dos investimentos públicos. Os portos brasileiros deixam bastante a desejar se comparados com os principais do mundo. O tempo de liberação das importações e exportações, a limitação de equipamentos de movimentação e a falta de capacidade de receber navios maiores, deixam os nossos portos em desvantagem. Santa Catarina é um dos principais estados na questão portuária, possuindo cinco opções de recebimento e escoamento de carga ao exterior, podendo trabalhar estrategicamente na escolha do mais adequado.

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O Norte na Frente do Sul  

No norte do estado, temos o maior potencial portuário da região. São quatro portos entre Itajaí e Itapoá com características e capacidades diferentes. O mais próximo é o de Itajaí, um porto administrado pela cidade, mas que atua apenas na área privada sob a concessão da APM Terminals. No outro lado do rio, a Portonave detém mais de 50% das movimentações das cargas de Santa Catarina por ser um terminal privado com um atendimento diferenciado. O Porto de São Francisco do Sul é administrado pelo estado e especializado em granéis, principalmente nas suas áreas privadas. Do outro lado da baía da Babitonga, o Porto de Itapoá é o mais novo, com o serviço e valores mais acessíveis, tendo um grande crescimento nos últimos anos.

As Necessidades do Sul

As perdas pelo atraso logístico no sul são incalculáveis. A duplicação da principal rodovia ainda vem se arrastando ao ponto de precisar da terceira pista quando a duplicação estiver finalizada. O Porto de Imbituba é mais um exemplo desta ineficácia logística. Depois de setenta anos de concessão, onde o carvão era o único produto em foco do porto, hoje toda a economia sofre pela deficiência portuária. Desde 2013, a gestão é do estado de Santa Catarina, mas, sem recursos, não dá perspectivas de um desenvolvimento a médio prazo. Com a necessidade de usar os portos do norte, o empresário do sul catarinense tem que driblar na criatividade o maior custo do transporte rodoviário para se manter competitivo.

Importação Estratégica para Resultados Contínuos

É fato que o empresário precisa buscar as vantagens competitivas nos detalhes. Não é mais possível se acomodar na zona de conforto sem buscar a capacitação da sua empresa e dos seus funcionários pelo que é melhor. A forma de utilização dos Portos é apenas uma das questões estratégicas envolvidas nos processos de importação, já que importar não é mais diferencial. O fundamental é importar da melhor maneira, com melhores valores e no tempo certo. É tempo de não depender da oscilação cambial para importar ou exportar. É preciso colocar os negócios internacionais no planejamento estratégico.

Jornal A Tribuna, Criciúma, 19/08/2016.

Jornal A Tribuna, Criciúma, 19/08/2016.

 

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O planejamento logístico para os jogos olímpicos Rio 2016

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Ao assistirmos aos jogos olímpicos pela televisão, muitas vezes não paramos para refletir sobre a dimensão da complexidade logística necessária para garantir o sucesso dos jogos. A olimpíada visa tanto o conforto dos mais de 1 milhão de turistas que visitam nosso país, quanto a entrega de uma infraestrutura de qualidade aos 15 mil atletas olímpicos e paraolímpicos provenientes de mais de 200 países. Durante a Rio 2016, estima-se a movimentação de milhares de itens, como por exemplo, mais de 7,5 milhões de ingressos, 36 mil bagagens dos atletas e de todo o staff envolvido na operação, 980 mil partes de equipamentos esportivos, 5 mil medalhas de premiação, equipamentos de transmissão televisiva, móveis e aparatos para os locais de competição e não competição – 120 mil cadeiras, 30 mil camas, 30 mil colchões, 25 mil mesas, 18 mil sofás, 300 quilômetros de alambrado, 8 mil amostras antidoping, entre outros itens.

O modelo de importação temporária é amplamente utilizado na Rio 2016

Muitos dos itens necessários durante as olimpíadas são de origem estrangeira e precisam entrar no país temporariamente durante o período dos jogos, para depois retornarem ao país de origem. Para esse tipo de situação, existe um modelo de importação conhecido como admissão e exportação temporária de bens. Visando os jogos olímpicos, a Receita Federal publicou em dezembro de 2015 a Instrução Normativa RFB 1.602, que rege a importação temporária de bens para exercício de atividade profissional, para uso e consumo pessoal, bem como destinados a eventos esportivos, simplificando o processo burocrático na importação destes itens que entrarão no Brasil para serem utilizados durante os jogos Rio 2016.

Importações de alta complexidade nos jogos Olímpicos

O tiro esportivo, durante as Olimpíadas Rio 2016, demanda operações logísticas de alta complexidade. Armas de fogo e munição são itens de alto controle, e como consequência, exigem maior burocracia nos trâmites de importação. Todas as importações deste tipo de item são controladas pelo exército brasileiro e pela receita federal. O intuito é garantir o controle da origem, posse e destinação destes itens visando a segurança do país.

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Benefícios para a importação de artigos esportivos

A lei nº 10.451, sancionada em 2002, teve um impacto positivo aos atletas que buscam se preparar para competições de alto rendimento, tanto no âmbito nacional quanto internacional. Esta lei possibilita a nacionalização equipamentos esportivos com isenção do Imposto de Importação (II) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), desde que o item não tenha similar nacional. Nos casos em que o artigo internacional tenha produção similar no Brasil, o atleta ainda poderá importá-lo com isenção do IPI. Algumas confederações, como por exemplo a do atletismo, tiro esportivo e vela, já utilizam deste benefício com maior frequência. Entretanto, muitos atletas ainda não usufruem destes benefícios por desconhecimento da lei.

Jornal A Tribuna, Criciúma, 10 de agosto de 2016.

 

 

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A Cachaça no Mercado Internacional

O acordo feito na semana passada com o México para a proteção da cachaça é mais um passo para a promoção do produto no âmbito internacional. A partir de agora toda e qualquer cachaça vendida em solo mexicano deverá ser proveniente do Brasil. Além do México, apenas Estados Unidos e Colômbia assumem o produto como genuinamente brasileiro. Se compararmos com a Tequila, por exemplo, percebemos o quanto é possível evoluir já que esta é protegida em mais de 46 países. A consequência disso está nos números. Enquanto foram exportados 180 milhões de litros de Tequila em 2015, apenas 7 milhões de litros de cachaça tiveram suas vendas destinadas a outros países.

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Um Exemplo Clássico de Produto com Distinção Geográfica  

O caso mais conhecido de reconhecimento com denominação de origem é o Champagne. Embora popularmente conhecido como os vinhos com bolhas, somente é considerado Champagne aquele produzido exclusivamente na região de Champagne no norte da França. O acordo com o Brasil aconteceu apenas em 2013, quando o governo instituiu o termo exclusivo para os produtos oriundos da região. Desde então, os produtores de vinho espumante no Brasil são proibidos de usar o termo “Champagne” em seus rótulos, já que só é genuíno quando produzido na região de mesmo nome. Certamente, um passo importante para o desenvolvimento da imagem comercial do produto.

Os acordos que promovem internacionalmente os produtos regionalizados

Para tornar um produto com denominação exclusiva pela distinção regional, é necessário desenvolver acordos bilaterais entre os países envolvidos. No caso do México, houve um acordo mútuo para a proteção da Tequila e da Cachaça.  Certamente, para que isso aconteça em outros países, é importante fomentar a imagem do produto brasileiro internacionalmente, bem como, encontrar benefícios de contrapartida, como aconteceu na proteção do produto mexicano no Brasil. Com o envolvimento de novos países nestes acordos com a cachaça, é natural a fortificação da imagem e uma maior facilidade de entrada em novos destinos.

O Festival Cultural da Cachaça

O desenvolvimento do conceito da cachaça no mundo começa a partir da associação organizada dos produtores, do fomento governamental, mas, principalmente, da valorização regional do produto. Não é possível apresentar um produto regional para outros países se a própria região não valorizar o potencial econômico do mesmo. O Festival Cultural da Cachaça – Cores e Sabores do Brasil, que acontece nesta sexta-feira em Criciúma, pretende apresentar um cenário onde exposição, negócios, entretenimento, diversão e gastronomia possam se acomodar em harmonia. Mas principalmente promove uma discussão de profissionalização e valorização de um produto com intenso potencial econômico para a região.

Resultados de uma Oportunidade bem Aproveitada

A história da cachaça artesanal no Brasil e as experiências levadas pelos turistas internacionais colocam a bebida em um patamar de grande potencial exportador. Não é raro encontrar em outros países pessoas expressando o apreço pela bebida. Para criar uma vantagem competitiva econômica, no entanto, é preciso a intensificação da imagem através de acordos bilaterais, o desenvolvimento organizado do produto com qualidade e a valorização regional do mesmo. Com isso, certamente a região usufruirá dos resultados de uma oportunidade bem aproveitada.

Página do jornal A Tribuna, de Criciúma, do dia 3 de agosto de 2016.

Página do jornal A Tribuna, de Criciúma, do dia 3 de agosto de 2016.

 

 

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A importância do Canal do Panamá para o comércio internacional

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O Canal do Panamá foi inaugurado em 1914 e é uma das obras mais importantes do mundo para o comércio exterior, pois permite a comunicação entre os oceanos Atlântico e Pacífico e facilita o comércio entre Ásia e Europa passando pela América.

Obra de ampliação do Canal do Panamá inaugurada dia 26 de Junho de 2016

A obra de ampliação do canal representa um marco histórico para o Canal do Panamá. Estima-se que 6% do comércio mundial transite pelo Canal do Panamá com a expansão. A obra, iniciada em 2007, criou uma nova via de tráfego e com construção de dois novos conjuntos de eclusas, duplicando a capacidade para permitir maior volume de carga e tráfego.

Navios com até 14 mil contêineres poderão cruzar pelo novo Canal do Panamá

As eclusas antigas, ainda utilizadas, permitem a travessia de navios com capacidade de transportar até 5 mil TEU’s – Twenty Foot Equivalent Unit (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). Depois da ampliação, os navios chamados Post-Panamax poderão cruzar o canal com um máximo de 13 a 14 mil TEU’s, reduzindo o custo operacional na ordem de 30%.

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A obra de expansão do Canal do Panamá foi projetada com responsabilidade ambiental

A nova obra que empregou mais de 30 mil empregos durante a fase de construção, possui um sistema mais moderno e sustentável, pois reaproveita 60% da água em cada trânsito e contribuirá de maneira direta com a redução de mais de 160 milhões de toneladas de CO2 emitidos pelos navios, somente nos primeiros 10 anos de utilização do canal ampliado.

Benefícios do Canal do Panamá para o Brasil

O Brasil se beneficia principalmente no Norte e Nordeste pois portos destas regiões podem tornarem-se terminais concentradores de cargas oriundas dos Estados Unidos e Europa. Além disso, esta obra grandiosa pode impulsionar as construções de dois grandes eixos ferroviários: a Ferrovia Norte-Sul e a Transoceânica. Entretanto, para que os portos Brasileiros possam se beneficiar desta grande obra mundial, é preciso investir em melhorias de infraestrutura portuária, produtividade e tarifas competitivas para que seja possível manter um bom nível de ocupação de carga durante todo o ano.

Expansão do Canal do Panamá já está defasada

Nos últimos anos, as construções de navios porta-contêineres seguem a tendência de desenvolvimento de embarcações de grande capacidade, entre 18.000 e 20.000 TEU’s. Estima-se a construção de cerca de 100 navios deste porte até 2019. Estas embarcações, por exemplo, já não poderão usufruir do Canal do Panamá, pois excedem o limite de capacidade das eclusas podendo gerar um gargalo nas rotas internacionais no futuro.

Coluna Jornal A Tribuna, Criciúma, 27 de julho de 2016.

Coluna Jornal A Tribuna, Criciúma, 27 de julho de 2016.

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Negócios Internacionais como Solução para a Crise

É fato que hoje a concorrência não é mais regionalizada, simplesmente. Pela crescente capacidade tecnológica e a facilitação na comunicação, as possibilidades de negócios são inúmeras e as empresas têm acesso a quase todo mundo naturalmente. Por isso, é preciso transformar essas ameaças de um mundo globalizado em oportunidades regionais. Na importação, abre-se um mundo de opções de melhores compras, com a condição de melhorar a qualidade, a diversificação de produtos e otimização dos custos para promover mais competitividade às empresas. Na exportação, passamos de um mercado potencial de 190 milhões de consumidores no Brasil para 6 bilhões no mundo quando ampliamos as fronteiras dos nossos negócios. Por isso, a busca pela capacitação individual, das pessoas e das empresas, é fundamental no desenvolvimento da cultura internacional e no crescimento das oportunidades na região.

A Busca pelo Conhecimento das Possibilidades

Para iniciar esta discussão importante, na semana passada, a ACIC e a UNQ promoveram um seminário, que ratificou a importância da discussão do tema. Um dos participantes, o Secretário Adjunto da Fazenda, Almir José Gorges, deu um panorama sobre a necessidade “Empresas de fora estão vindo para Santa Catarina para aproveitar os nossos benefícios e os empresários daqui muitas vezes nem tem conhecimento de tudo o que o estado pode oferecer no âmbito fiscal”. Esta falta de conhecimento, logicamente, retrai o potencial dos negócios internacionais e limita as vantagens competitivas que poderiam ser desenvolvidas.

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Melhorias no Sul Catarinense

“Os empresários precisam se unir e juntos lutar por mais infraestrutura, investimentos e incentivo para desenvolverem-se no mercado internacional na essência e não apenas nas oportunidades”. A fala do diretor de economia e negócios do Porto de Imbituba, Marcelo Schlichting, ratifica as necessidades do ‘abandonado’ sul catarinense. Afinal de contas, foram anos de perdas pela não duplicação da principal rodovia que nos liga ao Brasil e que são ainda maiores se percebermos as condições da infraestrutura que nos liga ao mundo.

Independência da Oscilação Cambial

A falta de experiência e o receio das variações cambiais são motivos para muitos empresários não estarem inseridos nos negócios internacionais de forma constante. “A maioria busca o comércio exterior quando o dólar está favorável. Mas é preciso colocar a importação e a exportação como parte da cultura da empresa. Quando o mercado internacional está no planejamento estratégico a médio e longo prazo, a variação cambial não é impedimento para se ter bons resultados”, foi uma das afirmações da supervisora comercial do Porto de Navegantes, Dayane Zaguini. Na verdade, a solução está na busca pelo conhecimento. O momento do país não permite acomodação e, com a redução da demanda do mercado interno, as empresas precisam voltar seus olhos para as oportunidades que o mundo oferece. Para tanto é necessário informação e preparação para que os negócios estejam prontos para ingressar no mercado internacional.

Jornal A Tribuna, Criciúma, 20 de julho de 2016.

Jornal A Tribuna, Criciúma, 20 de julho de 2016.

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Perspectivas dos profissionais nos negócios internacionais

Confira a coluna do sócio-diretor da UNQ, Renato Barata Gomes, no jornal A Tribuna, de Criciúma.

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Perspectivas dos profissionais nos negócios internacionais

A expansão da globalização possibilita às empresas oportunidades comerciais cada vez
mais diversificadas. Para que as empresas consigam maximizar os ganhos e minimizar os
riscos nos negócios internacionais, é preciso investir em pessoas capacitadas na gestão dos
processos de exportação e importação. Assim, é importante que os profissionais interessados em fazer parte deste contexto, entendam as exigências e necessidades deste mercado tão importante para o futuro do nosso país. Podemos dividir as competências dos profissionais de comércio internacional em três pilares principais:

  1. Conhecimento Técnico.

O conhecimento técnico é aquele proveniente da teoria absorvida na academia. Dentre oscursos universitários de maior sinergia com o comércio internacional, estão Administração, Relações Internacionais, Direito, Economia, Ciências Contábeis e Engenharia. Asáreas de conhecimentos mais comuns são Logística Internacional, Normas Aduaneiras, LegislaçãoInternacional, Gestão Tributária Internacional, Macroeconomia, Microeconomia, Câmbio, Finanças Internacionais, Marketing Internacional, etc. O conhecimento técnico é a base para uma boa capacitação profissional.

2. Conhecimento Tácito

Também conhecidos como “soft skills”, o conhecimento tácito é adquirido muitas vezes
fora da universidade, na vivência diária dos profissionais, ou através de ensinamentos em
outras instituições sociais fora do contexto acadêmico. A fluência no idioma, o conhecimento da cultura de outros países, aprimoramento nas habilidades de negociação, gestão do tempo, hábitos profissionais e estilos de vida em diferentes países, fazem parte da gama de conhecimentos tácitos e que podem exercer influência decisiva no sucesso dos negócios internacionais.

3. Vivência Internacional

Experiência no exterior e a vivência internacional, tornam-se ativos muito importantes
para o profissional que quer se destacar no mercado global. Pessoas com habilidade de
entender as diferentes percepções de negócios entre países, com habilidade de se comunicar com fluência em idiomas internacionais e com segurança para executar atividades laborais no exterior, fora de sua zona de conforto, acabam sendo altamente valorizadas no mercado de trabalho.

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Workshop promovido pela UNQ debate comércio exterior em SC

“Os empresários precisam se unir e juntos lutar por mais infraestrutura, investimentos e incentivo para desenvolverem-se no mercado internacional na essência e não apenas nas oportunidades”. A fala do diretor de economia e negócios do Porto de Imbituba, Marcelo Schlichting, foi um alerta aos mais de cem participantes do workshop “Negócios Internacionais como Solução da Crise”, realizado pela UNQ Import Export e Acic Criciúma. O evento promoveu um debate entre especialistas em comércio exterior de SC. Além de Schlichting, estavam presentes na mesa o secretário de estado Adjunto da Fazenda, Almir José Gorges, a representante da Portonave, Dayane Zaguini, o despachante aduaneiro, Rodrigo Ruckhaber, e os diretores da UNQ Import Export, Marcelo Raupp e Renato Barata Gomes.

O secretário Almir José Gorges ratificou o recado do diretor do porto de Imbituba e complementou: “Empresas de fora estão vindo para Santa Catarina para aproveitar os nossos benefícios e os empresários daqui muitas vezes nem tem conhecimento de tudo o que o estado pode oferecer no âmbito fiscal”. O tratamento tributário diferenciado para empresas que importam por SC é uma destas vantagens citadas por Gorges.

Buscar conhecimento

A falta de experiência e o receio das variações cambiais são motivos para muitos empresários não estarem inseridos nos negócios internacionais de forma constante. “A maioria busca o comércio exterior quando o dólar está favorável. Mas é preciso colocar a importação e a exportação como parte da cultura da empresa. Quando o mercado internacional está no planejamento estratégico a médio e longo prazo, a variação cambial não é impedimento para se ter bons resultados”, explica Dayane Zaguini.

Para Marcelo Raupp, a solução está na busca pelo conhecimento. “O momento do país não permite acomodação e, com a redução da demanda do mercado interno, as empresas precisam voltar seus olhos para as oportunidades que o mundo oferece. Para tanto é necessário informação e preparação para que os negócios estejam prontos para ingressar no mercado internacional”.

O debate marcou o início do Circuito UNQ de Capacitação em Negócios Internacionais que tem mais cinco cursos previstos até o final do ano:

  • 22/7 – Introdução a Importação e Exportação
  • 20/8 – Importação Estratégica para Resultados Contínuos
  • 23/9 – Exportação Estratégica
  • 22/10 – Inglês Básico para Negócios
  • 26/11 – Despacho Aduaneiro na Prática

 

Para informações e inscrições, acesse: www.acicri.com.br

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Importação e exportação é aposta de empresas para driblar a crise

Confira na íntegra a matéria do Jornal do Almoço da RBS TV Criciúma, com cases de sucesso em importação e exportação de clientes da UNQ.

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