4 vantagens de realizar comércio com o Mercosul

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 Muito se discute sobre a real importância do Mercosul para os negócios internacionais de empresas brasileiras. O Mercosul é um acordo de integração econômica iniciado em 1991. Atualmente, o bloco é composto pelos chamados Estados Parte e Estados Associados. Os Estados Parte são Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai, Venezuela, e a Bolívia que se encontra em processo de adesão. Os Estados Associados são Chile, Peru, Colômbia, Equador, Guiana e Suriname. Os principais objetivos do Mercosul são:

  • Livre circulação de bens, serviços, por meio da redução das barreiras;
  • Harmonia comercial através de uma classificação tarifária padronizada;
  • Coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais entre os Estados Partes;
  • Fortalecer continuamente o processo de integração do bloco.

Para se ter uma ideia, estima-se que o comércio dentro do Mercosul se multiplicou por mais de 12 vezes em duas décadas. Mais de 80% das exportações brasileiras para o bloco é composta de produtos industrializados, quebrando o paradigma de que o Brasil é somente exportador de matéria-prima. Nesta coluna, cito 4 vantagens de realizar comércio com o Mercosul:

1 – Redução de impostos na comercialização entre membros do Mercosul

De forma prática, no dia a dia das empresas brasileiras, o maior benefício para nossas empresas que exportam para Estados Parte e Associados do Mercosul, é que os produtos fabricados no Brasil podem entrar nos países parte e nos países associados sem a incidência de um imposto chamado de imposto de importação. O imposto de importação, para se ter uma ideia, pode variar de 2% até 35% em importações formais.

2 – Menores distâncias reduzem o tempo de entrega e o custo de estoque

Como os países do Mercosul possuem proximidade geográfica, as distâncias percorridas no transporte de mercadorias são menores. Assim, o planejamento de reposição de estoque fica mais simples e mais barato, pois o estoque de segurança pode ser menor do que quando se importa da Ásia e Europa, por exemplo.

3 – Desenvolvimento de linhas de financiamento para comércio no Mercosul

Acordos entre bancos de desenvolvimento de Estados Partes e Associados, visam a criação de linhas de crédito específicos para empresas que comercializem produtos dentro do bloco, fortalecendo a integração econômica do mesmo.

4 – Desburocratização e agilidade nos processos de importação e exportação

Busca constante de desburocratização e maior agilidade no comércio internacional entre os países do Mercosul. Um exemplo é um projeto que visa validar as assinaturas digitais nos certificados de origem digitais em transações comerciais entre Estados Parte, simplificando assim seus procedimentos comerciais.

É importante que as empresas conheçam as vantagens inerentes ao comércio exterior e as trabalhem de forma a criar alternativas para expansão comercial, principalmente nestes momentos difíceis de crise.

Para saber mais, entre em contato com a UNQ Import Export e descubra como sua empresa pode se beneficiar do comércio exterior.

Coluna originalmente publicada no Jornal A Tribuna, Criciúma, 30/11/2016

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3 motivos para começar a importar

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É fato que hoje a concorrência não é mais regionalizada, simplesmente. Pela crescente capacidade tecnológica e a facilitação na comunicação, as possibilidades de negócios são inúmeras e as empresas têm acesso a quase todo mundo naturalmente. Os produtos internacionais chegam ao Brasil com mais facilidade e os consumidores têm muito mais opções de escolhas na hora da compra. Por isso, é preciso encontrar caminhos para convencer que a melhor alternativa é a sua, transformando as ameaças de um mundo globalizado em oportunidades regionais. Para entender um pouco mais das vantagens, destaco abaixo três principais motivos.

  • Redução de Custos

Abrindo oportunidades para compras internacionais, a empresa multiplica a sua possibilidade de suprimento e o parâmetro é mais completo na hora da decisão. Em alguns casos, a importação direta possibilita uma redução maior de 50% se comparada com a compra nacional. Isso mesmo! O custo de toda a importação, incluindo o produto, frete internacional, impostos e todas as taxas envolvidas, pode gerar uma economia muito importante em um momento econômico onde as vantagens competitivas estão nos detalhes. Não é raro ver empresas economizando R$200mil por mês por estarem à frente neste processo de compras. E mesmo que o ganho seja menor, as vantagens conseguidas em escala certamente farão uma grande diferença na concorrência acirrada. Com custo mais baixo, é possível promover melhores preços, ganhando no giro do produto, ou aumentar a margem na venda, mantendo os preços.

  • Produtos Diferenciados

Sabemos que alguns países são marcados por terem bastante afinidade com certos tipos de mercados. São especialistas em moda, tecnologia, produtos alimentícios, etc e acabam sendo referências no desenvolvimento de produtos dentro do nicho. A aproximação com empresas destes países que criam as tendências nas suas áreas é muito importante para apresentar produtos diferenciados e com antecedência no mercado. Complementar o portfólio com um mix de produtos novos pode ser o diferencial na opção do cliente. Além disso, produtos inovadores nem sempre são mais caros. Há exemplos frequentes de empresas que encontraram produtos diferenciados lá fora com valores compatíveis com o mercado.

  • Informações Atualizadas e Antecipadas

Em mundo assim globalizado, as informações são a base para as melhores decisões. Quanto mais pudermos entender as dinâmicas das compras internacionais, mais preparados estaremos para tomar decisão em um mercado tão volátil. O contato com o mundo de onde se importa permite receber as informações com antecedência. Seja nas tendências, tecnologia, economia, logística e afins, todas as informações darão subsídio para um caminho com menos riscos.

Resultados de uma oportunidade bem aproveitada

As características do mercado atual, com uma velocidade de mudança muito intensa e uma concorrência cada vez mais global e acirrada, demandam um perfil empresarial com a mesma dinâmica. Buscar vantagens competitivas nos detalhes, permitindo que as oportunidades de compra global façam parte do dia a dia da empresa, é pré-requisito para um caminho bem-sucedido. Afinal, o dinheiro se ganha na compra bem-feita.

Coluna originalmente publicada no Jornal A Tribuna, Criciúma, 22/11/2016.

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Possíveis impactos da eleição de Donald Trump nos negócios internacionais

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O assunto da semana, senão do ano, foi certamente a vitória inesperada de Donald Trump nas eleições à presidência norte americana. A coluna de hoje analisa possíveis impactos da eleição do novo presidente americano para os negócios internacionais. Trump publicou em seu site de campanha, um documento chamado “Contrato de Donald Trump com o eleitor americano”. No contrato, ele aborda como principais áreas de atuação: acabar com a corrupção em Washington, investir em infraestrutura energética no país, reforçar a segurança do país, reduzir impostos e estabelecer maior conservadorismo comercial para fortalecer a indústria americana. Detalharemos este último tópico, ilustrando 4 ações principais de maior conservadorismo comercial propostas por Donald Trump.

Renegociar termos ou mesmo solicitar a saída do NAFTA

O presidente eleito menciona que irá renegociar termos dentro do NAFTA para tentar melhores condições para os trabalhadores americanos. Caso os termos não sejam aceitos, os Estados Unidos devem deixar o NAFTA, o que certamente terá um grande impacto no México. Tive uma experiência profissional de 3 anos no México e posso afirmar que o NAFTA permitiu a instalação de muitas multinacionais americanas e canadenses, além de estimular o desenvolvimento do México de maneira mais expressiva. A saída americana do NAFTA pode significar fechamento de empresas no mercado mexicano.

Saída do Acordo de Associação Transpacífico

Trump também menciona a saída do Acordo de Associação Transpacífico. Ele alega que o acordo continua acaba favorecendo a entrada de produtos subsidiados de países menos desenvolvidos enquanto as barreiras para produtos americanos continuam.

Pressão contra a manipulação cambial feita pela China

Outro ponto importante é que Trump diz que pressionará a China e a OMC contra a manipulação cambial e subsídios da China que impactem negativamente à economia americana. Trump afirma que a China é responsável pela metade do déficit da balança comercial americana.

Combate a políticas de offshore

Donald Trump aponta que aumentará tarifas sobre empresas que demitam funcionários americanos e encerrem atividades nos Estados Unidos com intuito de realocarem fábricas em países com mão-de-obra mais barata ou impostos menores.

O crescimento da economia americana depende do comércio internacional

Pelas promessas de campanha, podemos assumir que Trump aposta na retomada da indústria americana, buscando independência e soberania econômica. Para isso, ele trabalhará contra políticas e acordos em que os Estados Unidos alavancam o crescimento de outros países, sem uma contrapartida proporcional. Na minha opinião, um país tão grande e com tanto poder produtivo como os Estados Unidos, depende do comércio internacional para alcançar a meta de crescimento de 4%, prometida por Trump. Da mesma forma, o mundo necessita da força econômica americana, de um lado adquirindo seus produtos inovadores, de outro identificando oportunidades de venda no amplo mercado de consumo americano.

Coluna originalmente publicada no jornal A Tribuna, 16/11/2016, Criciúma-SC. 

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A eleição de Trump e os efeitos para a economia do sul

 

 

Matéria Publicada no jornal A Tribuna, 10/11/2016, Criciúma-SC.

Trump

Tão logo foi oficializada a vitória do bilionário e candidato republicano Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos, mercados mundo afora reagiram imediatamente com aumento da volatilidade e queda nos preços da maioria dos ativos. Depois, as perdas no mercado de câmbio foram amenizadas pelo discurso moderado de Trump após o resultado.

Para o sul de Santa Catarina, as consequências do principal fato da política internacional ainda são desconhecidos e, segundo especialistas ouvidos pela reportagem, não deve haver impactos imediatos.

A principal preocupação, de acordo com eles, é com o discurso protecionista adotado por Trump durante a campanha, o que dá a entender que pode haver barreiras às importações no país, embora o magnata tenha atacado especialmente México e China. “De começo não creio que haja algum prejuízo. O que existe agora é insegurança do mercado por causa da possibilidade de , no futuro, algumas oportunidades serem fechadas. As pessoas devem segurar um pouco os investimentos até entender exatamente que caminho Trump vai seguir, projeta o empresário e consultor em negócios internacionais, Marcelo Raupp. Os Estados Unidos, segundo ele, são vistos como um potencial mercado consumidor para a indústria em diversos segmentos. “As nossas compras [dos Estados Unidos] não são em grande volume, mas exportamos muito de cerâmica, madeira e descartáveis plásticos. A curto prazo não deve haver prejuízo, mas é motivo para as empresas ficarem atentas”, acrescenta Raupp.

Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Criciúma havia exportado cerca de R$ 7,5 milhões para os Estados Unidos até outubro deste ano, o que representa cerca de 14% de tudo o que é exportado pela cidade. Somados todos os 27 municípios das regiões de Criciúma e Araranguá, o volume exportado ao país norte-americano chega a quase R$ 63 milhões, o que representa 17,3% do total.

O economista Ênio Coan acredita que, mesmo que Donald Trump queira, os Estados Unidos não devem impor barreiras significativas aos produtos exportados pelo sul de Santa Catarina. “A economia norte-americana é muito privada, não é possível interferir muito por via de políticas públicas. No caso da indústria cerâmica, os Estados Unidos não têm competência para produzir lá. Vão continuar dependendo do Brasil, da China e da Itália”, prevê o economista.

Para Ludmilla Culpi, professora de Relações Internacionais e mestre em Ciência Política, a vitória de Trump representa “um grande retrocesso”na política internacional. “Por mais que a Hilary Clinton fosse mais belicista, tivesse mais tendência a recorrer a guerras, ela iria manter o alinhamento comercial, as relações com o mundo. Trump representa a incerteza. Não se sabe o que ele vai fazer”, resume Ludmilla.

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Marcelo Raupp fala sobre importação na TV Litoral Sul

Confira o vídeo completo da entrevista do diretor da UNQ, Marcelo Raupp, no programa Litoral Sul Notícias, de 02/11/2016, na TV Litoral Sul de SC.

 

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Mito ou Verdade: Existe um percentual fixo para calcular custos de importação

 

O Comércio Exterior é uma área ampla e com muitas particularidades que nem todo o profissional atuante neste segmento tem expertise para lidar. Por isso, muitos são os casos de insucesso contados sobre importação e exportações. Com o intuito de esclarecer as dúvidas mais comuns dos empresários e empreendedores, preparamos uma série especial: “Mitos e Verdades sobre Comércio Exterior”. Confira o terceiro:

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É comum recebermos solicitações de clientes que encontraram um produto fora do Brasil e querem saber “quanto sairia para importar” como se houvesse uma taxa única para todos os processos de importação. Mas a realidade é que não há um padrão para este cálculo pois são muitos os índices utilizados na conta. Tipo de produto, volume, quantidade, tipo de frete, porto de origem e de destino, licenças especiais e regime tributário do importador são apenas alguns aspectos, entre tantos outros, a serem considerados para se chegar a um resultado preciso.

Uma rápida busca na internet pode encontrar planilhas prontas que prometem calcular os custos de importação de forma simplificada. E alertamos para se ter muita cautela com este tipo de ferramenta. Preencher as lacunas pode até parecer tarefa simples, porém o trabalho real está em ter conhecimento e experiência para encontrar os dados corretos que serão inseridos.

Se você tem intenção de fazer um processo internacional, entre em contato com a UNQ e conte com a nossa expertise para auxiliar a sua empresa a conquistar o comércio exterior.

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Desenvolvendo prospecção de negócios no exterior

Por: Renato Barata Gomes, diretor da UNQ Import Export.

Durante a semana passada, estive na Argentina, acompanhando um cliente, líder no setor metalúrgico, em uma viagem de prospecção comercial no país. Durante a viagem, visitamos as cidades de Rosário, Buenos Aires capital e 2 municípios localizados na província de Buenos Aires. A viagem teve como principais objetivos entender o posicionamento da empresa no mercado internacional, identificar os principais canais de venda, pesquisar o perfil dos principais concorrentes no exterior e analisar as oportunidades e ameaças deste mercado.

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Um bom planejamento de viagem maximiza oportunidades

O segredo do sucesso em uma viagem internacional está no bom planejamento prévio, possibilitando a otimização dos contatos realizados, a redução das distâncias percorridas e os custos de deslocamento.

Dicas para o planejamento de uma viagem internacional

  • Desenvolva um bom plano logístico: É interessante já ter reservas de hotéis realizadas antecipadamente em todos os destinos a serem visitados. É muito mais fácil encontrar um hotel, com bom custo x benefício, realizando a pesquisa desde casa do que durante a correria da viagem.
  • Trace uma rota dos clientes prospectados: Ao mapear os clientes a serem visitados, construa uma rota logística antes de sair do hotel. Assim, você consegue analisar se existem transportes públicos disponíveis, tais como metrô, ônibus, ou se é melhor utilizar um taxi.
  • Entenda como funciona a telefonia dentro do país visitado: Na Argentina, temos que oprimir ou substituir números na hora de realizar a chamada telefônica, dependendo se é uma ligação local, interestadual ou para telefones celulares.
  • Identifique as pessoas de contato nos clientes prospectados: Busque já ter o nome da pessoa responsável dentro dos clientes prospectados antes de realizar a viagem. Isto aumenta muito as chances de conseguir uma reunião durante a viagem.
  • Mantenha ativa a comunicação com o Brasil: É importante ter alguma forma de manter a comunicação com o Brasil, seja adquirindo um pacote de voz ou dados no exterior, possibilitando chamadas internacionais ou o whatsapp, adquirindo um chip pré-pago no país destino, ou adquirindo créditos em aplicativos de voz, como o Skype por exemplo. O Wifi pode ser utilizado, mas depender somente dele, pode trazer transtornos durante a viagem.
  • Deixe sempre um tempo de sobra na agenda de visitas: Imprevistos em agendas muito justas podem gerar frustrações para ambas as partes e desgastar uma relação que mal começou.
  • Garanta a continuidade nos negócios após a viagem: Uma boa dinâmica nas atividades realizadas durante a viagem maximiza as chances de uma boa continuidade dos negócios após o retorno ao Brasil. Prepare um e-mail de agradecimento aos clientes visitados, direcionando os próximos passos e ressaltando os aspectos positivos discutidos durante as reuniões.

Texto originalmente publicado no jornal A Tribuna, 01/11/2016, Criciúma.

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Viajando para a China – Parte III

Por: Marcelo Raupp, diretor da UNQ Import Export.

Visita a fornecedor na China.

Visita a fornecedor na China.

Depois de vinte dias na China, é muito bom voltar ao Brasil. Sempre digo que viajar é bom, mas voltar é ainda melhor. Os menores prazeres se intensificam tanto que um café da manhã com pão d’água ou um feijão com arroz no almoço acabam sendo as melhores coisas do mundo. E, cada vez que volto, a sensação de como a China ainda pode proporcionar bons resultados para a economia da nossa região me faz querer disseminar ainda mais as oportunidades deste país tão incrível.

Tecnologia, Infraestrutura e Qualidade

Como já abordado aqui na coluna, ainda existe um preconceito grande sobre a China. Questiona-se sobre a capacidade de suprir produtos com qualidade, principalmente. Pessoalmente, é possível verificar a condição verdadeira. A China é um país com intensa capacidade de desenvolvimento. Não apenas pelos números do PIB, mas também nos aspectos tácitos. Há um intenso investimento em tecnologia, o que tem como principal reflexo a qualidade e a produtividade. Ou seja, produtos diferenciados com custos reduzidos. A infraestrutura disponível, além de possibilitar o fluxo de tantas pessoas e carros, também proporciona uma redução de custos logísticos nas entregas aos clientes, o que justifica os bons preços apresentados no final da cadeia. Nas ruas, é possível ver um elevado sendo finalizado, enquanto se atravessa um túnel e verifica-se uma nova ponte sendo construída do outro lado. Um planejamento logístico que resulta em competitividade para as empresas locais.

A Relação com os Indianos

Alguns economistas dizem que, em menos de dez anos, 51% do PIB mundial estará dividido entre China e Índia. Ou seja, existe uma grande expectativa ainda de desenvolvimento e ocidentalização dos indianos e, por isso, há uma clara rivalidade entre os dois países. Nesta viagem, também encontrei algumas empresas da Índia que foram ao meu encontro na China com a expectativa de aproximar a relação. Certamente, ainda ouviremos bastante sobre os produtos deste país em um futuro próximo.

Resultados de uma oportunidade bem aproveitada

Claro que é possível encontrar empresas ruins, produtos sem qualidade e pessoas com más intenções em ambos os países. Eu diria que a proporcionalidade é a mesma do Brasil. E da mesma forma como aqui, é preciso entender o mercado e as particularidades e fazer o filtro para usufruir dos benefícios disponíveis. Não há segredo, há trabalho. E, em mais uma viagem, foi possível perceber como existe um mundo de negócios para explorar. Voltei ainda mais amigo do país e das pessoas. Não vejo a hora da próxima.

Texto originalmente publicado no jornal A Tribuna, Criciúma, 26/10/2016.

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Parceria comercial entre Brasil e Alemanha

Por: Renato Barata Gomes, diretor da UNQ Import Export.

A partir de hoje, apresentarei uma série de dicas ferramentas de gestão que funcionam bem no exterior, e que poderíamos usar como modelo aqui no Brasil. A dica de hoje vem da Alemanha, um país muito próximo ao Brasil em termos de relações comerciais. Dados de 2015 do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, revelam que a Alemanha foi o 4º maior destino das exportações brasileiras e a 3º maior origem das importações brasileiras.

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Existem diferenças nas rotinas de gestão entre Brasil e Alemanha

Tive a oportunidade de morar na Alemanha por 3 anos, parte do tempo no ambiente acadêmico onde realizei um mestrado, e parte do tempo profissionalmente trabalhando em uma multinacional do setor automotivo. A vivência neste país, me fez perceber que, apesar da proximidade comercial, a forma como alemães e brasileiros conduzem negócios no dia a dia são, muitas vezes muito distintas.

A pontualidade alemã

Um dos aspectos que mais me impressionaram durante o tempo residindo na Alemanha, foi a forma séria com que os alemães lidam com o tempo, não só no trabalho, mas no seu dia a dia. A pontualidade alemã é algo que funciona tão bem dentro da sua cultura, que eles se sentem orgulhosos desta característica. Lembro-me de ficar espantado em ver como as escalas de tempo estampadas nas paradas de ônibus, eram cumpridas pelos motoristas. Os alemães chegavam a ficar impacientes quando o ônibus atrasava 2-3 minutos. Não ter o relógio ajustado ao horário local oficial, podia significar perder o ônibus.

Planejamento e organizações nas reuniões de trabalho

No ambiente de trabalho, o momento onde a pontualidade fazia mais sentido eram as reuniões. Nunca me esqueço que nos primeiros dias de trabalho, ficava espantado que ao chegar nas reuniões, mesmo que pontualmente, todos já estavam na sala. Meu chefe na época disse: “se a reunião á as 09:00, chego na sala as 08:45 para recapitular a pauta e me preparar melhor”.

Pontualidade gera produtividade

A pontualidade inserida na cultura alemã, evita o desperdício de tempo, otimiza o cronograma das atividades diárias e torna o ambiente corporativo mais produtivo. Esta é uma dica que sempre tento levar comigo como aspecto de melhoria contínua. Penso que se pudéssemos incorporar esta dinâmica aqui no Brasil seria muito bom para o mercado empresarial, claro que sempre adaptando estas medidas sem exageros e utilizando o bom senso, afinal de contas, cada povo tem a sua cultura e individualidade.

Texto originalmente publicado no jornal A Tribuna, Criciúma, 19/10/2016.

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Viajando para a China – Parte II

Por: Marcelo Raupp, diretor da UNQ Import Export

A coluna de hoje parte diretamente da China, onde passarei os próximos 15 dias para desenvolver negócios, visitando uma feira têxtil e empresas de diferentes setores. A tecnologia que possibilita esta interação com o leitor, mesmo estando tão distante, é a mesma que permite o desenvolvimento de negócios com segurança e com a velocidade que o mundo moderno exige. Como venho escrevendo, a China ainda é um mundo de oportunidades a descobrir pela capacidade em tecnologia e disciplina e pelo interesse cada vez maior de se adaptar à nossa cultura ocidental.

A Comunicação

Para se obter êxito nos negócios internacionais é preciso não apenas falar um idioma comum (normalmente, o inglês), mas entender culturalmente a forma de se comunicar. No caso da relação entre chinês e brasileiro, por exemplo, é muito comum o brasileiro buscar preços mais baixos. Dependendo da forma como se apresenta este interesse, o chinês pode entender que o brasileiro quer um produto com qualidade proporcional ao preço mais baixo. Ou seja, reduz o preço, mas reduz a qualidade também. Não por maldade, mas pela cultura mesmo. No final das contas, o brasileiro acha que conseguiu ganhar com a redução do preço, mas recebe um produto diferente daquele que tinha solicitado inicialmente, já que o chinês alterou o produto para chegar no preço solicitado.

Jantar típico chinês.

Jantar típico chinês.

A Alimentação

Os jantares são grandes formas de se aproximar e fazer negócios. Como são bons anfitriões, é comum os chineses oferecerem o melhor (pelo menos, na visão deles) na refeição. Para não criar constrangimentos, é interessante demonstrar as restrições de alguma forma antes de pedirem os pratos. É comum os restaurantes contarem com o menu vivo, através de aquários e gaiolas com os animais vivos, os quais são escolhidos a dedo. Na bebida, o brinde é feito com a palavra “Gambei”, muito comum nos negócios e que quer dizer “Vamos até o final”, virando o copo para simbolizar os interesses. Vale ficar atento para não passar da conta neste momento.

Resultados de uma oportunidade bem aproveitada

Para mim, o melhor de tudo ainda é encontrar soluções para as empresas da nossa região. Muitas vezes, produtos melhores com a metade do custo são a vantagem competitiva para a empresa se diferenciar no mercado. Muitos paradigmas sobre o mercado chinês persistem nas empresas de perfil familiar. E em todas as vindas à China a quebra desses paradigmas são representadas pelas impressões levadas pelos clientes. Além, claro, de muito aprendizado e ideias para as suas fábricas daquilo visto por aqui. Por isso, insisto sempre no convite a conhecer estas oportunidades disponíveis para todo mundo, mas acessível apenas àqueles com diferencial empreendedor.

Texto originalmente publicado no Jornal A Tribuna, Criciúma, 11/10/2016.

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