Workshop UNQ é destaque na revista da Portonave

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Cultura organizacional em empresas internacionais

Texto originalmente publicado no jornal A Tribuna, 20/9/2016, Criciúma-SC.

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Ao iniciar operações de comércio exterior, organizações deparam-se com um choque cultural, pois os processos no comércio internacional são distintos do comércio nacional, gerando uma necessidade de adaptação, planejamento e automaticamente capacitação da mão-de-obra. Essa mudança comportamental dentro das empresas leva a criação de uma cultura organizacional internacionalizada.

Fatores que impactam no desenvolvimento da cultura organizacional

Alguns aspectos que diferenciam o comércio exterior do comércio doméstico promovem mudanças de postura dos colaboradores e de processos. Dentre alguns fatores importantes podemos citar:

Operações internacionais têm normalmente prazos mais longos: maiores prazos requerem um planejamento de maior longo-prazo e acaba promovendo uma melhoria na gestão estratégica das empresas envolvidas em negócios internacionais.

A gestão do tempo requer estar sempre monitorando o fuso horário internacional: a diferença de fuso horário entre países, faz toda a diferença no dia a dia de empresas que operam com o comércio exterior. Alguns países da Ásia chegam a ter diferença de até 11 horas com relação ao horário de Brasília. Na Europa as diferenças podem chegar a 5 horas. A definição de prioridades nas atividades deve sempre levar em conta a diferença de fuso, evitando perda de tempo nas negociações.

A legislação brasileira difere da legislação no exterior: é fundamental entender a legislação e as normas no exterior e verificar se há necessidade de possíveis adaptações na empresa brasileira. Isto acaba gerando uma dinâmica de monitoramento contínuo das leis e normas internacionais com o intuito de evitar problemas legais e operacionais.

Cada país oferece barreiras e subsídios distintos aos importadores e exportadores: muitas empresas deixam de utilizar subsídios do governo perdendo a oportunidade de se tornarem mais competitivos no mercado global. Em contrapartida, muitas empresas não consideram despesas específicas do comércio exterior e acabam tendo surpresas quando o custo final fica bem maior do que o planejado.

Importante entender que existem diferenças culturais nos diferentes países: a experiência internacional dos colaboradores envolvidos é um grande ativo, pois o tempo no exterior facilita a aceitação das diferenças culturais e quebra a generalização de estereótipos. A vivência internacional é gerada quando os colaboradores têm algum tipo de exposição internacional, seja indo para o exterior ou tendo contato com estrangeiros aqui no Brasil. Por isso, a importância dos intercâmbios culturais no exterior e os estágios de estrangeiros no Brasil.

Cultura de empresas com profissionais bilíngue ou multilíngue: A integração cultural acaba promovendo a capacitação de idiomas estrangeiro, pois o contato com pessoas que falam idiomas diferentes do português, promove o aprendizado de idiomas estrangeiros, essencial para qualquer empresa que busca participar ativamente do mercado internacional.

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O Executivo nos Negócios Internacionais

Texto originalmente publicado no Jornal A Tribuna, 14/09/2016, Criciúma-SC. 

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Muito se discute ainda se os efeitos da globalização são positivos ou negativos no mercado brasileiro. Por um lado, os pessimistas dizem que esta aproximação com os países é ruim, pois quando importamos produtos manufaturados reduzimos a necessidade de mão de obra por aqui, causando desemprego. Os otimistas, por outro lado, dizem que é positivo, já que a globalização não gera perda de mão-de-obra, mas sim uma adequação naquela existente. Ou seja, permite a capacitação e o condicionamento dos profissionais locais, o que de fato é uma verdade.

Transformando as ameaças em oportunidades

Mais do que analisar se é positivo ou negativo, é preciso assimilar que a globalização é uma realidade. Não há mais espaço para justificarmos uma falsa mão-de-obra escrava na China pelos preços que não conseguimos alcançar. É preciso transformar as possíveis ameaças da abertura de mercado em oportunidades. Afinal, a facilidade de comunicação e a aproximação comercial entre os países exigem que as empresas coloquem a importação e a exportação no seu planejamento estratégico como alternativa competitiva. Caso contrário, estarão fadadas ao atropelo das empresas com conceitos globais definidos.

Cultura Regional Enraizada

A região sul é bastante caracterizada por famílias conceituadas, de empreendedores natos, que formaram grandes impérios com o seu potencial de desenvolvimento de negócios. Pelo regionalismo presente, não é raro conhecer pessoas de gerações mais velhas questionando sobre o sobrenome, com o objetivo de encontrar alguma familiaridade. Esta cultura é muito interessante, pois torna nossas cidades mais aconchegantes. Porém, analisando pela ótica dos negócios, esse ambiente familiar distancia muitas empresas da profissionalização. É natural encontrarmos uma maior dificuldade, e até uma cautela em demasia na modernização daquilo que deu certo no passado. E talvez esta transformação é que esteja sendo a mais custosa nas empresas da região. A dificuldade de evoluir na cultura organizacional, em um mundo tão dinâmico, gera perdas muitas vezes irreversíveis.

Premiação estimula ideias de energia limpa

Além da cultura de empresas familiares, a região também sofre bastante com o atraso no desenvolvimento logístico. A falta de uma rodovia com condições de escoamento da economia e também de um porto estratégico no sul fazem com que a cultura internacional da região esteja bem atrás da cultura internacional da região norte do estado, por exemplo, o que tira certamente parte da competitividade das nossas indústrias. Se experimentarmos questionar uma criança de dez anos que mora em Blumenau sobre um container, é possível que ela dê detalhes sobre o mesmo, tratando de dimensões e utilidades. Já aqui, se fizermos o mesmo questionamento a uma criança de mesma idade, talvez esta nem saiba o que é um container. Isso, sem dúvida, contextualiza como podemos e precisamos evoluir na cultura internacional ainda.

Resultados de uma Oportunidade bem Aproveitada

O executivo atual, além da particularidade do seu negócio, precisa entender sobre finanças, contabilidade, qualidade, atendimento ao cliente, custos, dentre outras áreas, mas também precisa se dedicar à internacionalização da sua empresa. Nenhum negócio hoje está isolado do mundo. É preciso buscar nas ameaças do mercado globalizado e nas fraquezas da própria empresa, a força e o conhecimento para transformar em resultados as oportunidades eminentes.

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O comércio exterior brasileiro após o impeachment

Muitas das ações do governo interino que até o momento estavam à espera dos direcionamentos políticos do país, tornam-se objetivos concretos do governo Temer, após o impeachment da presidente Dilma. É um novo governo com promessas de novas realizações. Cabe a nós brasileiros monitorarmos se as promessas se transformam em ações e cobrarmos caso elas não ocorram.

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Fortalecimento de acordos bilaterais, regionais e multilaterais

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, tem como meta uma maior inserção do país em mercados internacionais, fortalecendo relações comerciais tanto com países ditos desenvolvidos, quanto com países emergentes. Por isso, o MDIC trabalha na conclusão de acordos nos planos bilateral, regional e multilateral fortalecendo o comércio de bens, maior intercâmbio de serviços e padronização de procedimentos técnicos e administrativos.

Priorização no desenvolvimento com alguns países e blocos

Alguns dos países e blocos prioritários para o atual governo são Estados Unidos, México, Chile, Peru, Colômbia e a União Europeia.

Primeiros posicionamentos do Itamaraty após o impeachment

No ministério das Relações Exteriores, as primeiras declarações oficiais do ministro José Serra, foram lamentando as manifestações de incompreensão dos Governos da Bolívia, do Equador, da Venezuela e de Cuba sobre a conclusão do processo de impedimento da ex-Presidente da República. Podemos assumir que estes países dificilmente estejam na lista de prioridades do governo Temer.

Aceleração do Programa Portal Único de Comércio Exterior

O Programa Portal Único de Comércio Exterior é uma iniciativa para a otimização dos processos de importação, exportação e trânsito aduaneiro. O programa baseia-se em três pilares:

 

Integração: visa integrar 22 órgãos de governo com os intervenientes privados do comércio exterior tais como importadores, exportadores, despachantes aduaneiros, transportadores, etc.

Redesenho dos Processos: objetiva otimizar os processos de comércio exterior com a participação de todos os stakeholders do setor.

Tecnologia da Informação: informatizar os processos reformulados visando reduzir tempos de processamento, desburocratizar e reduzir a necessidade de papel nos processos de comércio exterior brasileiro.

Redução dos prazos médios de exportação e importaçãoCom a conclusão do Portal, prevista para 2017, a expectativa é reduzir em 40% os prazos médios de exportação (13 para 8 dias) e importação (17 para 10 dias).

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Ganhando dinheiro com as novidades do mundo

*Coluna publicada no Jornal A Tribuna, Criciúma, 31/08/2016.

Esta é uma questão constante na vida daquelas pessoas com a veia empreendedora. Afinal, quem não busca uma ideia inovadora para investir seu dinheiro e ter um retorno satisfatório em pouco tempo? Logicamente, a ideia nunca virá com a certeza, já que a velocidade das mudanças do mundo moderno aflige qualquer candidato ao sucesso empresarial. Há, no entanto, oportunidades que surgem da necessidade humana, como já dizia Maslow na sua teoria de Hierarquia das Necessidades, e que podem ser levadas em consideração no momento de implantar o negócio. A visão das oportunidades e da possiblidade de sucesso da ideia pode ser mensurada a partir do grau de obrigatoriedade de consumo futuro. Ou seja, se a ideia oferecer um produto/serviço que as pessoas precisam consumir, naturalmente a possibilidade do êxito é muito maior.

A Busca de Sustentabilidade

Há muito tempo, tem se discutido o uso dos recursos naturais de modo a não comprometer as gerações futuras. Existe hoje uma preocupação crescente sobre a necessidade de buscar ideias que transformem e façam os recursos se renovarem. O primeiro passo é a conscientização a respeito. O segundo, disponibilizar ferramentas para colocar esta nova consciência em prática. Ou seja, este é um tema que pode ser bastante explorado para as pessoas com ideias latentes, já que tem se transformado em necessidade básica de subsistência.

O que ainda não chegou no Brasil

Em minha última ida à China, passei por uma imersão de tecnologia sustentável. Por já contarem com a experiência empírica no próprio país e sabendo das necessidades e exigências globais, muitas empresas apresentaram diversas opções de energia, principalmente solar, para os mais diferentes fins possíveis na feira de Cantão. Certamente, o uso das energias renováveis no dia a dia do brasileiro, seja no âmbito fabril ou domiciliar, irá acontecer em um futuro mais breve do que se imagina.

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Premiação estimula ideias de energia limpa

Com o objetivo de estimular este desenvolvimento eficiente e sustentável, a EDP Open Innovation irá premiar com 50 mil euros as principais ideias que envolvam produção eólica, produção solar, armazenamento de energia, entre outras. Além desta, outras iniciativas no mundo têm surgido para estimular a conscientização e o desenvolvimento de ferramentas neste sentido, mostrando que é uma necessidade básica sendo criada com oportunidades de negócios intrínsecas.

Resultados de uma Oportunidade bem Aproveitada

A receita do sucesso empresarial não está escrita. Certamente é a mistura de uma boa ideia com grande dose de empreendedorismo e salpicadas de muitas outras características. No Brasil, ainda é preciso criatividade em excesso e alguma pitada de sorte. No entanto, é importante olhar o mundo dos negócios com perspicácia e antecipar as necessidades dos potenciais consumidores globais e regionais. O gosto do sucesso será ainda melhor se, além de gerar uma boa rentabilidade, oferecer soluções para as pessoas de hoje e das próximas gerações.

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A preparação do Brasil para receber os estrangeiros

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Na última semana precisei fazer uma viagem de negócios a João Pessoa, Paraíba. Durante as escalas da viagem, deparei-me com a movimentação de pessoas que se deslocavam para os jogos olímpicos. Naturalmente, fiquei mais atento, tentando analisar como empresas brasileiras buscaram se preparar para recepcionar os turistas brasileiros e estrangeiros. Não quero entrar no mérito, se sou ou não favorável aos jogos olímpicos no Brasil, mas no que presenciei em termos de melhorias em infraestrutura e serviços durante esta viagem.

Pilotos e comissários de bordo melhoraram seu inglês

Ao fazer 3 escalas para chegar a João Pessoa e 2 escalas no retorno, percebi que todas as comunicações durante os voos eram traduzidas em 3 idiomas – português, inglês e espanhol. O que era nítido, no entanto, é que tanto as falas dos pilotos quanto a dos comissários, não eram com base em textos decorados, como muitas vezes presenciei em viagens anteriores. Percebi que a tripulação realmente estava preocupada em falar de forma clara e correta os textos nos idiomas estrangeiros, o que mostra pelo menos, um comprometimento das companhias aéreas em receber bem os turistas.

Melhorias de infraestrutura nos aeroportos

Em termos de infraestrutura, muito se fala que os investimentos não foram feitos e que nossos aeroportos continuam sucateados. Não foi o que presenciei na ida, tanto em Congonhas como no aeroporto de Brasília, e na volta, em Guarulhos e Porto Alegre. Brasília, principalmente, é um aeroporto moderno, confortável, limpo, com ótimo sistema de telões com informações de voo e um sistema de áudio de ótima qualidade. Não perde para aeroportos em muitos países desenvolvidos. Outro aspecto que me impactou positivamente foi a qualidade e velocidade de internet gratuita em todos aeroportos.

O brasileiro é o maior ativo do Brasil

Sem dúvida alguma, o aspecto mais interessante que presenciei durante a viagem foi que, apesar de muitos brasileiros não falarem inglês, muitas de nossas limitações são supridas pela boa vontade, amabilidade e prontidão de ajudar que nós brasileiros temos. Estava comendo uma pizza no aeroporto de Brasília e vi uma família de ingleses, marido, esposa e dois filhos. Eles estavam tendo dificuldade em pedir uma pizza, coca-cola e cerveja no guichê de um restaurante. A atendente, apesar de não falar inglês, muito atenciosa e através de mímicas, tentava ajudar. Logo em seguida, duas pessoas, percebendo a dificuldade, rapidamente se prontificaram a fazer o papel de interprete ajudando o inglês a fazer o pedido. Foi nítida a sua surpresa positiva ao ser ajudado de forma espontânea pelos brasileiros.

O maior legado olímpico do Brasil para o mundo

A maior conclusão que obtive nesta viagem, no que diz respeito ao tão falado legado olímpico do Brasil para o mundo, é que apesar de todas as dificuldades, temos em nosso DNA um carisma e um senso de ajuda ao próximo que poucos países têm. Talvez, esteja aí a grande fonte de mudança em nosso país, se buscarmos este espírito de ajuda e união, não somente nas olimpíadas, mas sim para cobrarmos mudanças em nosso país, para trabalharmos nas melhorias que tanto nos queixamos, para pensarmos mais no coletivo no dia a dia e não só nos grandes eventos.

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Mitos e Verdades: “Não posso importar pois não tenho demanda para preencher um container inteiro”

O Comércio Exterior é uma área ampla e com muitas particularidades que nem todo o profissional atuante neste segmento tem expertise para lidar. Por isso, muitos são os casos de insucesso contados sobre importação e exportações. Com o intuito de esclarecer as dúvidas mais comuns dos empresários e empreendedores, preparamos uma série especial: “Mitos e Verdades sobre Comércio Exterior”. Confira o primeiro:

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MITO!

Quando se contrata o transporte marítimo para uma importação, é o importador quem decide como utilizar o container. O ideal é que o container venha com o volume máximo preenchido para que os custos fixos de importação (contratação do transporte, despachante aduaneiro, taxas alfandegárias, etc.) sejam rateados por uma maior quantidade de produto e, consequentemente,  o valor unitário da mercadoria nacionalizada seja reduzido. Mas se o volume desejado não atingir a capacidade total do container, o importador pode trazer qualquer quantidade, tendo sempre em vista o custo final unitário do produto. Afinal, a compra internacional pode ser vantajosa mesmo com a importação de pequena quantidade.

Container Consolidado

Uma alternativa que traz maior economia é o que chamamos de consolidação, ou seja, o agrupamento de várias cargas de diferentes fornecedores e/ou importadores num único container com o mesmo destino. Na prática, significa dividir o espaço do container com outros importadores. Os custos certamente serão reduzidos e o que se deve ficar muito atento nesta situação é com o tipo de carga que virá junto com a sua e com o prazo de entrega dos fornecedores para que a sua mercadoria não atrase por problemas com outras cargas.

Via aérea

Outra opção interessante é a importação via aérea. Caso o produto tenha alto valor agregado e não seja muito pesado, o transporte aéreo pode compensar. Além do fato de poder trazer pequenas quantidades, pelo modo aéreo sua carga chegará muito mais rápido.

Experiência

Seja qual for a opção escolhida, o primordial é ter ao seu lado um bom profissional de comércio exterior que possa calcular corretamente os custos de cada modal e auxilie na melhor decisão. A UNQ Import Export tem know-how e experiência para ajudá-lo em todas as etapas dos negócios internacionais. Entre em contato conosco!

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Os Portos de Santa Catarina

Toda análise de qualidade parte de um parâmetro. Tudo que é bom tem o ruim para ser embasado. E em termos globais, com o grau de concorrência intenso e uma demanda ainda insegura, é preciso dos detalhes tirar as vantagens competitivas. Na questão logística não é diferente. O empresário brasileiro sofre com as dificuldades encontradas e com a falta de expectativa dos investimentos públicos. Os portos brasileiros deixam bastante a desejar se comparados com os principais do mundo. O tempo de liberação das importações e exportações, a limitação de equipamentos de movimentação e a falta de capacidade de receber navios maiores, deixam os nossos portos em desvantagem. Santa Catarina é um dos principais estados na questão portuária, possuindo cinco opções de recebimento e escoamento de carga ao exterior, podendo trabalhar estrategicamente na escolha do mais adequado.

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O Norte na Frente do Sul  

No norte do estado, temos o maior potencial portuário da região. São quatro portos entre Itajaí e Itapoá com características e capacidades diferentes. O mais próximo é o de Itajaí, um porto administrado pela cidade, mas que atua apenas na área privada sob a concessão da APM Terminals. No outro lado do rio, a Portonave detém mais de 50% das movimentações das cargas de Santa Catarina por ser um terminal privado com um atendimento diferenciado. O Porto de São Francisco do Sul é administrado pelo estado e especializado em granéis, principalmente nas suas áreas privadas. Do outro lado da baía da Babitonga, o Porto de Itapoá é o mais novo, com o serviço e valores mais acessíveis, tendo um grande crescimento nos últimos anos.

As Necessidades do Sul

As perdas pelo atraso logístico no sul são incalculáveis. A duplicação da principal rodovia ainda vem se arrastando ao ponto de precisar da terceira pista quando a duplicação estiver finalizada. O Porto de Imbituba é mais um exemplo desta ineficácia logística. Depois de setenta anos de concessão, onde o carvão era o único produto em foco do porto, hoje toda a economia sofre pela deficiência portuária. Desde 2013, a gestão é do estado de Santa Catarina, mas, sem recursos, não dá perspectivas de um desenvolvimento a médio prazo. Com a necessidade de usar os portos do norte, o empresário do sul catarinense tem que driblar na criatividade o maior custo do transporte rodoviário para se manter competitivo.

Importação Estratégica para Resultados Contínuos

É fato que o empresário precisa buscar as vantagens competitivas nos detalhes. Não é mais possível se acomodar na zona de conforto sem buscar a capacitação da sua empresa e dos seus funcionários pelo que é melhor. A forma de utilização dos Portos é apenas uma das questões estratégicas envolvidas nos processos de importação, já que importar não é mais diferencial. O fundamental é importar da melhor maneira, com melhores valores e no tempo certo. É tempo de não depender da oscilação cambial para importar ou exportar. É preciso colocar os negócios internacionais no planejamento estratégico.

Jornal A Tribuna, Criciúma, 19/08/2016.

Jornal A Tribuna, Criciúma, 19/08/2016.

 

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O planejamento logístico para os jogos olímpicos Rio 2016

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Ao assistirmos aos jogos olímpicos pela televisão, muitas vezes não paramos para refletir sobre a dimensão da complexidade logística necessária para garantir o sucesso dos jogos. A olimpíada visa tanto o conforto dos mais de 1 milhão de turistas que visitam nosso país, quanto a entrega de uma infraestrutura de qualidade aos 15 mil atletas olímpicos e paraolímpicos provenientes de mais de 200 países. Durante a Rio 2016, estima-se a movimentação de milhares de itens, como por exemplo, mais de 7,5 milhões de ingressos, 36 mil bagagens dos atletas e de todo o staff envolvido na operação, 980 mil partes de equipamentos esportivos, 5 mil medalhas de premiação, equipamentos de transmissão televisiva, móveis e aparatos para os locais de competição e não competição – 120 mil cadeiras, 30 mil camas, 30 mil colchões, 25 mil mesas, 18 mil sofás, 300 quilômetros de alambrado, 8 mil amostras antidoping, entre outros itens.

O modelo de importação temporária é amplamente utilizado na Rio 2016

Muitos dos itens necessários durante as olimpíadas são de origem estrangeira e precisam entrar no país temporariamente durante o período dos jogos, para depois retornarem ao país de origem. Para esse tipo de situação, existe um modelo de importação conhecido como admissão e exportação temporária de bens. Visando os jogos olímpicos, a Receita Federal publicou em dezembro de 2015 a Instrução Normativa RFB 1.602, que rege a importação temporária de bens para exercício de atividade profissional, para uso e consumo pessoal, bem como destinados a eventos esportivos, simplificando o processo burocrático na importação destes itens que entrarão no Brasil para serem utilizados durante os jogos Rio 2016.

Importações de alta complexidade nos jogos Olímpicos

O tiro esportivo, durante as Olimpíadas Rio 2016, demanda operações logísticas de alta complexidade. Armas de fogo e munição são itens de alto controle, e como consequência, exigem maior burocracia nos trâmites de importação. Todas as importações deste tipo de item são controladas pelo exército brasileiro e pela receita federal. O intuito é garantir o controle da origem, posse e destinação destes itens visando a segurança do país.

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Benefícios para a importação de artigos esportivos

A lei nº 10.451, sancionada em 2002, teve um impacto positivo aos atletas que buscam se preparar para competições de alto rendimento, tanto no âmbito nacional quanto internacional. Esta lei possibilita a nacionalização equipamentos esportivos com isenção do Imposto de Importação (II) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), desde que o item não tenha similar nacional. Nos casos em que o artigo internacional tenha produção similar no Brasil, o atleta ainda poderá importá-lo com isenção do IPI. Algumas confederações, como por exemplo a do atletismo, tiro esportivo e vela, já utilizam deste benefício com maior frequência. Entretanto, muitos atletas ainda não usufruem destes benefícios por desconhecimento da lei.

Jornal A Tribuna, Criciúma, 10 de agosto de 2016.

 

 

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A Cachaça no Mercado Internacional

O acordo feito na semana passada com o México para a proteção da cachaça é mais um passo para a promoção do produto no âmbito internacional. A partir de agora toda e qualquer cachaça vendida em solo mexicano deverá ser proveniente do Brasil. Além do México, apenas Estados Unidos e Colômbia assumem o produto como genuinamente brasileiro. Se compararmos com a Tequila, por exemplo, percebemos o quanto é possível evoluir já que esta é protegida em mais de 46 países. A consequência disso está nos números. Enquanto foram exportados 180 milhões de litros de Tequila em 2015, apenas 7 milhões de litros de cachaça tiveram suas vendas destinadas a outros países.

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Um Exemplo Clássico de Produto com Distinção Geográfica  

O caso mais conhecido de reconhecimento com denominação de origem é o Champagne. Embora popularmente conhecido como os vinhos com bolhas, somente é considerado Champagne aquele produzido exclusivamente na região de Champagne no norte da França. O acordo com o Brasil aconteceu apenas em 2013, quando o governo instituiu o termo exclusivo para os produtos oriundos da região. Desde então, os produtores de vinho espumante no Brasil são proibidos de usar o termo “Champagne” em seus rótulos, já que só é genuíno quando produzido na região de mesmo nome. Certamente, um passo importante para o desenvolvimento da imagem comercial do produto.

Os acordos que promovem internacionalmente os produtos regionalizados

Para tornar um produto com denominação exclusiva pela distinção regional, é necessário desenvolver acordos bilaterais entre os países envolvidos. No caso do México, houve um acordo mútuo para a proteção da Tequila e da Cachaça.  Certamente, para que isso aconteça em outros países, é importante fomentar a imagem do produto brasileiro internacionalmente, bem como, encontrar benefícios de contrapartida, como aconteceu na proteção do produto mexicano no Brasil. Com o envolvimento de novos países nestes acordos com a cachaça, é natural a fortificação da imagem e uma maior facilidade de entrada em novos destinos.

O Festival Cultural da Cachaça

O desenvolvimento do conceito da cachaça no mundo começa a partir da associação organizada dos produtores, do fomento governamental, mas, principalmente, da valorização regional do produto. Não é possível apresentar um produto regional para outros países se a própria região não valorizar o potencial econômico do mesmo. O Festival Cultural da Cachaça – Cores e Sabores do Brasil, que acontece nesta sexta-feira em Criciúma, pretende apresentar um cenário onde exposição, negócios, entretenimento, diversão e gastronomia possam se acomodar em harmonia. Mas principalmente promove uma discussão de profissionalização e valorização de um produto com intenso potencial econômico para a região.

Resultados de uma Oportunidade bem Aproveitada

A história da cachaça artesanal no Brasil e as experiências levadas pelos turistas internacionais colocam a bebida em um patamar de grande potencial exportador. Não é raro encontrar em outros países pessoas expressando o apreço pela bebida. Para criar uma vantagem competitiva econômica, no entanto, é preciso a intensificação da imagem através de acordos bilaterais, o desenvolvimento organizado do produto com qualidade e a valorização regional do mesmo. Com isso, certamente a região usufruirá dos resultados de uma oportunidade bem aproveitada.

Página do jornal A Tribuna, de Criciúma, do dia 3 de agosto de 2016.

Página do jornal A Tribuna, de Criciúma, do dia 3 de agosto de 2016.

 

 

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